terça-feira, 29 de março de 2011

-Via Sacra-

Primeira Estação
Jesus no Jardim das Oliveiras



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

«Chegaram a uma propriedade chamada Getsémani, e Jesus disse aos discípulos: «Ficai aqui enquanto Eu vou orar.» Tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-se. E disse-lhes: «A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai.» Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se possível, passasse dele aquela hora. E dizia: «Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres.»
Mc 14, 32-26

Comentário:
Depois da Última Ceia, Jesus está em grande sofrimento. Ele sabe bem que o esperam dias e horas muito difíceis. Todavia, Jesus reza ao Pai. E obedece à sua vontade.

Reza-se o Pai Nosso


Segunda Estação
Jesus, traído por Judas, é preso



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

«E logo, ainda Ele estava a falar, chegou Judas, um dos Doze, e, com ele, muito povo com espadas e varapaus, da parte dos sumos sacerdotes, dos doutores da Lei e dos anciãos. Ora, o que o ia entregar tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar é esse mesmo; prendei-o e levai-o bem guardado.» Mal chegou, aproximou-se de Jesus, dizendo: «Mestre!»; e beijou-o. Os outros deitaram-lhe as mãos e prenderam-no.
Mc 14, 43-46

Comentário:
Um dos amigos de Jesus, dá-lhe um beijo. Um beijo que devia significar amizade, mas que de facto foi um sinal de traição.

Reza-se o Pai Nosso


Terceira Estação
Jesus é condenado pelo Sinédrio



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Ora os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus a fim de lhe dar a morte, mas não o encontravam. O Sumo Sacerdote interrogou Jesus: “És Tu o Messias, Filho do Deus Bendito?” Jesus respondeu: “Sou!” E todos sentenciaram que era réu de morte.
Mc 14, 55; 60-62; 64

Comentário:
Bem de manhãzinha, como de costume, Jesus estava acordado. E foi chamado a responder, diante das autoridades religiosas daquele tempo. Jesus ouve do que não gosta. É acusado injustamente. E cala-se. O seu olhar de amor fala por si.

Reza-se o Pai Nosso



Quarta Estação
Jesus é negado por Pedro



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

E logo cantou o galo pela segunda vez. Pedro recordou-se, então, das palavras de Jesus: «Antes de o galo cantar duas vezes, tu me terás negado três vezes.» E desatou a chorar.
Mc 14, 72

Comentário:
Pedro faz de conta que não conhece Jesus. Acorda, de manhã cedo, e começa logo a negar que é amigo de Jesus.

Reza-se o Pai Nosso



Quinta Estação
Jesus é julgado por Pilatos



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Eles gritaram ainda mais: «Crucifica-o!» Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Mc 15, 14-15

Comentário:
Logo de manhã, Jesus é interrogado e julgado pelo poder político do seu tempo. Jesus não responde às provocações. Apesar de ser «rei» não se arma, com poder e triunfo. Até o próprio Pilatos, reconhece que Jesus não fez nada de mal.

Oração:
Senhor, as minhas escolhas nem sempre são fáceis. Nem sempre
consigo acertar naquilo que é correcto e é da Tua vontade.
Peço que me ajudes a ter maior consciência daquilo que é o melhor
para mim e o mais correcto para todos. Peço que me ajudes a ser forte nas
decisões que tomo.



Sexta Estação
Jesus é flagelado e coroado de espinhos



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado. Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a coorte. Revestiram-no de um manto de púrpura e puseram-lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido. Depois, começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!» Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam sobre Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.
Mc 15, 17-19

Comentário:
Começam a doer mais os sofrimentos de Jesus. Jesus sabe que aquele dia, vai ser muito difícil. Mas deixa-se guiar pelo amor.

Reza-se o Pai Nosso



Sétima Estação
Jesus é carregado com a cruz



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes.
Mc 15, 20

Comentário:
Ainda de manhã, Jesus carrega a Cruz. E é triste vê-lo sem o seu manto. Ficar quase nu, à vista de todos.
Reza-se o Pai Nosso



Oitava Estação
Jesus é ajudado pelo Cireneu a levar a cruz



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Para lhe levar a cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um tal Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo.
Mc 15, 21

Comentário:
Jesus aceita a ajuda de um homem, para levar a sua Cruz.

Reza-se o Pai Nosso



Nona Estação
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos;
Lc 23, 27-28

Comentário:
As mulheres estavam bem próximas de Jesus. E Jesus olha para elas, com amor. Lembrando que é mais triste pecar e ofender a Deus, do que carregar uma Cruz.

Reza-se o Pai Nosso



Décima Estação
Jesus é crucificado


V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Depois, crucificaram-no e repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para ver o que cabia a cada um.
Mc 15, 24

Comentário:
Foi tudo muito rápido. Queriam dar a Jesus uma espécie de vinagre, para prolongar os sofrimentos. Jesus não quis beber. E aceitou a companhia de dois ladrões.
Reza-se o Pai Nosso

Oração:
Perdoai, Senhor, todos os que me ofendem.
Dai-me força para admitir os meus sentimentos
e ser feliz com os que me amam.



Décima Primeira Estação
Jesus promete o Seu reino ao bom ladrão



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-o, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.» Mas o outro, tomando a pala- vra, repreendeu-o: «Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.» Ele respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.»
Lc 23, 39-40; 42-43

Comentário:
Jesus não está a pensar só nos seus sofrimentos. Ele é capaz ainda de olhar para o lado e de ver o sofrimento dos outros. Ele lembra-se do bom ladrão.

Reza-se o Pai Nosso



Décima Segunda Estação
Jesus na cruz, a Mãe e o discípulo



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.
Jo 19, 26-27

Comentário:
Mesmo com sofrimentos terríveis, Jesus está preocupado com a sua Mãe. José, o pai de Jesus, teria já morrido. Maria estava sozinha, junto de Jesus, quando todos os outros fugiram e se esconderam com medo. Jesus confia a sua Mãe a um amigo muito especial. E confia o seu amigo, à sua Mãe.

Reza-se o Pai Nosso



Décima Terceira Estação
Jesus morre na cruz


V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: «Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? Um deles correu a embeber uma esponja em vinagre, pô-la numa cana e deu-lhe de beber, dizendo: «Esperemos, a ver se Elias vem tirá-lo dali.» Mas Jesus, com um grito forte, expirou.
Mc 15, 34. 36-37

Comentário:
Façamos silêncio. Ouvimos a nossa respiração. Jesus morreu para ressuscitar e fazer respirar o seu amor no nosso coração. (silêncio total)

Reza-se o Pai Nosso



Décima Quarta Estação
Jesus é colocado no sepulcro



V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

Este, depois de comprar um lençol, desceu o corpo da cruz e envolveu-o nele. Em seguida, depositou-o num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra sobre a entrada do sepulcro.
Mc 15, 46

Comentário: Jesus está sepultado. É como uma semente de trigo que é lançada à terra. Aí morre, para dar muito fruto.

Reza-se o Pai Nosso



Décima Quinta Estação
Jesus Ressuscita

V.: Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R.: Porque com a Vossa santa cruz remistes o mundo.

No primeiro dia da semana, ao romper da aurora, foram ao sepulcro levando os perfumes que haviam preparado.
Encontraram a pedra do túmulo removida e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o caso, apareceram-lhes dois homens em trajes resplandecentes.
Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, eles disseram-lhes: «Porque buscais entre os mortos Aquele que vive? Não está aqui; ressuscitou! Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia, dizendo que o Filho do Homem havia de ser entregue às mãos dos pecadores, ser crucificado, e ressuscitar ao terceiro dia».

domingo, 27 de março de 2011

-Um homem, o cavalo e o cão-

Um homem, o cavalo e o seu cão caminhavam por uma estrada, monte acima. Depois de muito andar, o homem deu-se conta de que todos haviam morrido num acidente. Às vezes os mortos levam algum tempo a dar-se conta da sua nova condição...


O sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. De uma curva, o homem avistou um portal magnífico, todo de mármore, que dava acesso a uma praça. A calçada era de blocos de ouro. No centro havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada:
-Bom dia!
-Bom dia, respondeu o homem.
-Que lugar é este,tão lindo?
-Isto aqui é o Céu.
-Que bom termos chegado ao céu. Estamos com muita sede!
-O senhor pode entrar e beber água à vontade- disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
-O meu cavalo e o meu cão também têm sede.
-Lamento muito. Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desgostoso. Mas não beberia, deixando os amigos com sede. E prosseguiu caminho.
Chegaram a um sítio, cuja entrada era um portão velho, semi-aberto. O caminho era de terra. Tinha árvores dos dois lados.
À sombra de uma árvore estava deitado um homem. Parecia estar a dormir.
-Bom dia, disse o caminhante.
-Bom dia, respondeu o homem.
-Estamos com muita sede, eu, o meu cavalo e o meu cão.
-Há uma fonte naquelas pedras!- disse o homem, indicando o lugar.
-Podem beber à vontade.
O homem, o cavalo e o cão foram à fonte e mataram a sede.
-Muito obrigado - disse o viajante ao sair.
-Voltem quando quiserem.
-A propósito:qual é o nome deste lugar?
-Chama-se Céu - retorquiu o estranho.
-Céu? Mas o homem que estava numa guarita, ao lado de um portal de mármore, disse-me que era lá o Céu!
-Aquilo não é o Céu, é o Inferno.
O caminhante ficou perplexo.
-Mas então essa informação falsa deve causar grandes confusões.
-De forma alguma,. Na verdade, faz-nos um grande favor. porque ficam lá aqueles que são capazes de abandonar até os seus melhores amigos...


Retiramos este texto da revista Audacia de Março de 2005 para ler no último lausperene em que o agrupamento esteve presente, contudo existem várias páginas da internet onde o podem encontrar.
De qualquer das formas a nossa intenção é que se deliciem com esta pequena história!